You are currently browsing the category archive for the 'Uncategorized' category.
Na cultura da chamada sociedade ocidental, a palavra razão origina-se de duas fontes: a palavra latina ratio e a palavra grega logos. Essas duas palavras são substantivos derivados de dois verbos que têm um sentido muito parecido em latim e em grego.
Logos vem do verbo legein, que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular. Ratio vem do verbo reor, que quer dizer: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.
Que fazemos quando medimos, juntamos, separamos, contamos e calculamos? Pensamos de modo ordenado. E de que meios usamos para essas ações? Usamos palavras (mesmo quando usamos números estamos usando palavras, sobretudo os gregos e os romanos, que usavam letras para indicar números).
Por isso, logos, ratio ou razão significam pensar e falar ordenadamente, com medida e proporção, com clareza e de modo compreensível para outros. Assim, na origem, razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são. A razão é uma maneira de organizar a realidade pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais.
|
|
|
|
O dilema que cada um vive diariamente é sempre o de se deixar levar pela razão ou pela emoção.
Não que a resposta óbvia seja diferente da “razão”, mas sabe-se que seres humanos são seres imprevisíveis com o livre arbítrio e, por mais que pareça lógico ou óbvio, nem sempre o movimento que se escolhe reflete a coerência do contexto, para todos. Então é certo afirmar que muitas vezes uma ação que parece não ter sentido, na verdade faz todo o sentido quando percebida como emocional. Porém igualmente há a razão: àquela que se refere à emoção. Sem a pretensão de ser uma avaliação psicológica, na verdade este dualismo que cada pessoa vive é um fato incontestável e que sempre põe a prova o que a pessoa é e faz. É comum se ter conceitos pré-estabelecidos como: se você é muito duro, rígido ou organizado então é racional, se você conversar mais com as pessoas, sabe o contexto que elas estão e sempre está aberto a apoiar então é você é emocional. Nada é bem assim, seria muito “ortodoxo” porque nada é tanto ao norte ou a sul. A confusão se dá não pelo que as pessoas são, mas como as outras pessoas as percebem. As pessoas não são necessariamente como você as percebe. E isso não é ruim, é, na verdade, humano. Não é problema, por exemplo, ser exigente ou não ser, tudo depende do contexto, e de como os seus movimentos refletem no resultado do que você está fazendo. Você tem a responsabilidade em entender o que traz equilíbrio para as situações que você mesmo atravessa e por conseqüência, estar ciente dos seus movimentos e das conseqüências que eles geram. Busque o seu entendimento. Cada um é único e, como uma impressão digital, o que cada um é, não se repete. Você deve a si mesmo este movimento. Então nunca iniba esta auto-avaliação. Se perceba, assim você perceberá mais os outros e como você os afeta. Se for complicado, não desista. Se for simples, mantenha. |
Nos comentários deste post, responda à pergunta: você é mais racional ou emocional? E, caso queira, explique o motivo desta filosofia de vida.
